Google+
Mostrando postagens com marcador Mal de Parkinson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mal de Parkinson. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de abril de 2013

DOENÇA DE PARKINSON - DICAS DA FONOAUDIOLOGIA




As  alterações  motoras  causadas  pela  Doença  de  Parkinson - tremor, rigidez, lentidão dos movimentos e instabilidade postural  levam a prejuízos na comunicação  e  na  capacidade  para  a  alimentação,  sendo que, o surgimento dos sintomas difere para cada indivíduo.
O portador  da doença possui dificuldade para se comunicar, devido à rigidez e, conseqüentemente, à redução de movimentos dos músculos, que controlam os órgãos  responsáveis  pela  produção  e  articulação dos sons, assim   como   falta   de   coordenação,  tornando  a  fala  pouco  articulada, dificultando a sua inteligibilidade.

CUIDADO NA HORA DA ALIMENTAÇÃO

• Observamos um tempo de alimentação aumentado.
• dificuldade no preparo oral do alimento (mastigação).
• Acúmulo do alimento na boca e na garganta após a deglutição, causando risco de broncoaspiração (entrada de alimento nos pulmões).
• Escape extra-oral de saliva e alimentos.
• Presença  de  pigarro, tosse e engasgos durante a refeição e ingestão de líquidos.

ATENÇÃO: A Pneumonia Aspirativa é muitas vezes a causa mais frequente de óbito nos estágios avançados da Doença de Parkinson

ALGUMAS ORIENTAÇÕES E CUIDADOS PARA O PORTADOR DE DOENÇA DE PARKINSON

• Massagear sempre que possível o rosto, o pescoço e os ombros.
• Mover a cabeça  lentamente  para baixo e para cima, virar para direita e
para esquerda.
• Falar mais devagar, articulando bem  as palavras.
• Manter a cabeça erguida e as costas  retas enquanto fala.
• Mastigar bem os alimentos antes de degluti-los e preferir alimentos mais
úmidos.
• Escrever,   digitar,   fazer   cálculos,   palavras    cruzadas,   desenhar    e
atividades prazerosas.

AOS FAMILIARES E CUIDADORES

• Procurar  não pedir,  constantemente, que repita o que falou ou que fale mais alto, reclamando que a voz é baixa.
• Respeitar o tempo que necessita para executar as tarefas solicitadas.
• Auxiliar  na  realização  dos  exercícios estimulando e elogiando, sempre que possível.
• Informar-se sobre as fases da doença e procurar o auxílio profissional.



 
Dúvidas? Procure um Fonoaudiólogo. Nós podemos lhe ajudar!

Dra. Roberta Pereira
Fonoaudióloga - Crfa.10822/RJ
Contatos: 21 2143-3451 Celular: 21 9926-9900
Nextel: 21 7712-4670 / ID:14*12367
Homepage: http://fonoaudiorj.wix.com/fonoaudiologia

11 de Abril dia Mundial da Doença de Parkinson



Dúvidas? Procure um Fonoaudiólogo.
Nós podemos lhe ajudar!
Dra. Roberta Pereira
Fonoaudióloga - Crfa.10822/RJ
Contatos: 21 2143-3451 Celular: 21 9926-9900
Nextel: 21 7712-4670 / ID:14*12367
Homepage: http://fonoaudiorj.wix.com/fonoaudiologia
Blog: http://www.fonoaudiologarj.blogspot.com.br/

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mal de Parkinson


Mal de Parkinson – é uma doença degenerativa e causada pela deterioração progressiva de neurônios secretores de dopamina, responsável pela condução de correntes nervosas e, logo, pelo movimento muscular. A causa ainda não é conhecida e os sintomas característicos da doença são lentidão nos movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, alterações na fala e na escrita e os típicos tremores nos membros.
Apesar dos avanços médicos, como a causa da doença ainda não foi determinada, não existe cura. Vale lembrar que o Mal de Parkinson é crônico e progressivo, ou seja, vai piorando conforme o tempo passa. Porém não é contagiosa e tão pouco fatal. Com o tratamento adequado, é possível ter os sintomas amenizados.

Sintomas Gerais da doença:




A Fonoaudiologia e o Paciente Parkinsoniano

O paciente parkinsoniano apresenta vários sintomas, mas na visão fonoaudiológica o que é de nossa competência e tratamento são os transtornos da linguagem e distúrbios neuromotores, interferindo na fala, a qual pode se apresentar deficitária durante a articulação dos fonemas e com alterações na fluência, a voz se encontra fraca, trêmula, rouca, com dificuldade de emissão e o funcionamento dos órgaos fonoarticulatórios prejudicados.
Na deglutição as alterações desta função podem estar presentes no quadro sintomático da doença levando a disfagia (dificuldade de deglutição e/ou de alimentação).  Apresentando engasgos e tosses que podem ser antes, durante ou após a deglutição, dificuldade na mastigação dos alimentos ou pigarros, perda de saliva, seu acúmulo ou espessamento. Quando a disfagia é detectada e tratada precocemente, os pacientes recuperam a função da deglutição.




Estas manifestações podem atrapalhar muito a comunicação. Às vezes as pessoas não compreendem a fala do indivíduo com Doença de Parkinson e pedem para repetir o que foi dito, ou às vezes reclamam que a voz está muito "baixa" e que não conseguem compreendê-lo por isso. Existem algumas dicas que podem ajudar a melhorar a comunicação:

• Procure falar alto
Aumente seu volume de voz. A princípio, você pode achar que está falando alto demais ou gritando, quando na verdade você está apenas falando numa intensidade normal a audível. O ouvido se habitua a ouvir numa intensidade reduzida e então no começo pode parecer estranho, mas aos poucos você se acostumará a falar na sua intensidade habitual e as pessoas vão te compreender melhor.

• Procure articular melhor as palavras
Quanto melhor articular as palavras, melhor será a compreensão delas. Uma boa articulação deixa a fala mais clara, aberta e audível.
  
• Velocidade de fala
Cuidado com a velocidade de fala. Falar rápido demais dificulta a articulação e a compreensão das palavras. E falar lento demais pode tornar a fala monótona e desinteressante. Equilibre a velocidade, seja dinâmico!

• Postura adequada
Procure falar de frente para as pessoas, assim, elas poderão compreender melhor a fala. A expressão facial ajuda a transmitir a mensagem. Mantenha a cabeça erguida, sem esticar demais o pescoço; mantenha as costas eretas e os ombros não devem ficar arqueados para a frente. Deixe o corpo livre para se movimentar. Uma postura adequada permite uma boa respiração que é essencial na comunicação.

• Beba muita água
Manter sempre uma boa hidratação ajuda no funcionamento das cordas vocais. Procure beber pelo menos 2 litros de água por dia.

• Evite pigarrear
O ato de pigarrear (ficar raspando a garganta) pode "machucar" as cordas vocais, causando uma irritação. Quando sentir necessidade de pigarrear respire e engula em seguida. A ingestão de água também ajuda a aliviar o pigarro.




Dúvidas? Procure um Fonoaudiólogo. Nós podemos lhe ajudar!

Dra. Roberta Pereira
Fonoaudióloga - Crfa.10822/RJ
Contatos: 21 2143-3451 Celular: 21 9926-9900
Nextel: 21 7712-4670 / ID:14*12367
Homepage: http://fonoaudiorj.wix.com/fonoaudiologia

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Disartrias

A Disartria é um transtorno da expressão verbal causado por uma alteração no controle muscular dos mecanismos da fala. Compromete as funções motoras da respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia. Por conseqüência de um distúrbio neurológico que pode ser ocasionado por lesões no sistema nervo central ou periférico. Tendo como característica principal a fala lenta, arrastada e com imprecisão da articulação das sílabas.

Existem pelo menos cinco tipos de disartrias que dependendo do local em que ocorreu a lesão pode nos indicar o grau de comprometimento da fala, e o seu tipo específico. São elas:

Disartria Flácida – Lesão no neurônio motor inferior. Que pode ocorrer diversa causa entre elas: doenças congênitas, doenças do sistema imunológico como a miastenia gravis, AVC, processos degenerativos, traumatismo, toxinas, problemas inflamatórios entre outras.
Características: Hipotonia e pode ocorrer também perda de massa muscular (atrofia), hipernasalidade, associada a escape aéreo nasal, voz suspirada, respiração ofegante e ruidosa, frases curtas, pobre abertura labial, excesso de saliva, dificuldade quanto aos movimentos alternantes da língua, pobreza de inteligibilidade, dificuldade na emissão de tons altos, voz baixa e dificuldade na modulação do ar emitido para uma articulação correta. Dificuldade fonatória e na ressonância.

Disartria Espástica - Lesão no neurônio motor superior. Os principais sintomas de uma disfunção muscular são: espasticidade, fraqueza muscular, limitação e lentidão de movimentos. O distúrbio da fala afeta alguns fonemas, principalmente as consoantes, voz rouca, tom baixo e monótono, redução das ênfases ao falar e emissão forçada. Incompetência articulatória, excesso prosódico e insuficiência prosódica.

Disartia Atáxica – Lesão no cerebelo Lesões no cerebelo ou em suas conexões levam a ataxia, em que os movimentos se tornam imprecisos. Se esta ataxia afetar os músculos do mecanismo da fala, a sua produção se torna alterada. Os músculos afetados se tornam hipotônicos, os movimentos lentos com alteração na força, extensão, duração e direção. Há alteração no equilíbrio e na marcha. Predomínio de monotonia, interrupções e, às vezes, nasalidade e presença de lentidão na leitura e prosódia
A fala de pacientes com este tipo de disartria é denominada de escandida ou “scanning speech”, caracterizada por pausas depois de cada sílaba e lentificação das palavras, imprecisão articulatória, excesso prosódico e insuficiência fonatório – prosódica.

Disartria por lesões no Sistema Piramidal (hipocinética) - O Mal de Parkinson é síndrome neurológica que caracteriza esta disartria. Apresenta tremores em repouso, rigidez muscular, diminuição dos movimentos espontâneos e associados. Voz rouca, imprecisão das consoantes, fluência variável e vocalizações rápidas e intermitentes.

Disartria por lesões no Sistema Extrapiramidal (hipercinética) - Imprecisão nas consoantes, distorção das vogais, voz rouca, alteração articulatória irregular, prolongamento de fonemas, fluência variável, emissão com esforço, interrupção das emissões e incompetência dos ressonares.

A Fonoaudiologia no Tratamento das Disartrias

O fonoaudiólogo é um profissional importante na reabilitação das disartrias, pois nas alterações articulatórias como: omissão, substituição ou deformação dos sons verbais das palavras o tratamento será dirigido à correção desses defeitos, devendo proporcionar a melhora na inteligibilidade da articulação da fala.  
As alterações respiratórias dificultam a obtenção de ar para a produção da fala, exigindo grande esforço do paciente. Faz-se necessário um treinamento para controle da expiração estendendo sua duração, trabalhando também sua qualidade respiratória, sua postura, fatores prosódicos da fala, voz e ressonância através do uso de técnicas específicas para cada alteração. Dessa forma estamos também estimulando o autocontrole do paciente e a correção das alterações.
O trabalho fonoaudiológico deve ter início o mais cedo possível para evitar a instalação de padrões articulatórios incorretos.

A melhora nas alterações facilita a comunicação do paciente, aumentando sua alto estima, estimulando sua fala através da vontade de manter um discurso e melhorando sua integração com seus cuidadores e familiares.


Dúvidas? Procure um Fonoaudiólogo. Nós podemos lhe ajudar!

Dra. Roberta Pereira
Fonoaudióloga - Crfa.10822/RJ
Contatos: 21 2143-3451 Celular: 21 9926-9900
Nextel: 21 7712-4670 / ID:14*12367
Homepage: http://fonoaudiorj.wix.com/fonoaudiologia